26 janeiro, 2007

Não.

Não é falta de assunto não. Eu podia falar de tanta coisa... do buraco do metrô, do BBB mais pornôgrafico que eu já vi, da minha nova mania do Quiznet, da nova paixão da Rafa, das velhas peripécias da Tel, do mistério do meu trabalho, das saudades que tenho, do bolo de cenoura que eu comi sozinha, dos cigarros menta que me seduziram, do pessoal da faculdade que às vezes me liga, enfim: assunto até tem.

É falta de vontade mesmo.

 
17 janeiro, 2007

Descarreguei as fotos do Natal e do Ano-Novo.
Não gostei de nenhuma minha.
Mas ne-nhu-mi-nha.
Tou gorda demais.
O horror.


Bendito seja o clicar do delete.

 
12 janeiro, 2007

The OC:
Kirsten é milionária. Mora em uma mansão. É empresária. Mas é ela que cozinha. E a casa tá sempre imaculadamente limpa. Nunca apareceu uma empregada, um caseiro, um limpador de piscina. Necas. Sei

E.R.
Lá as enfermeiras vão embora de carro e os cirurgiões, de metrô. ¬¬

...em tempo: eu ando vendo muita tv, eu sei.

Na vida real, que parece filme:
A pessoa vai pagar contas no shopping e já está indo embora quando lê em um informativo que montaram uma pista de patinação no gelo no primeiro andar. Curiosa, vai lá, quem sabe ri um pouco. Encostada no alambrado, começa a ver as pesosas se estabacando no chão. Pensa: realmente iria rir um pouco. De repente, reconhece uma voz bem perto dela. Se nega a acreditar quem pensa ser, não ali, na outra cidade, numa quinta-feira à tarde. Olha e é. Com a namorada, "Chocolate" parecia estar muito feliz. Não a viu, mas ela viu o suficiente para recordar o quanto é uma pataca. Antes tivesse ido embora depois de ter devorado aquele maldito McNífico.

Do marasmo, em comparação:
Tenho em casa um casal de calopsitas. Se você não sabe o que são calopsitas, procure no google. Estou com preguiça pra pôr mais links nisso. Enfim. Eles cantam todo dia às 6:20h da manhã. E cantam BEM alto. O processo se repete às 19:30h, ou seja, agora à pouco, o que me colocou a escrever esse parágrafo. Da cantoria da manhã até a cantoria noturna, eles não fazem mais nada além de comer e mudar de puleiros na ampla gaiola que habitam. Com exceção da cantoria, minha vida anda bem parecida: só como e mudo de 'puleiros' na amplíssima casa que habito sem as meninas. Patético, meu Deus. Patético.

Da vida dos outros:
Em frente de casa, mora uma família bem grande, nem sei te dizer direito quantos são, tamanho é o entra e sai de lá. Acontece que o pai (muito provavelmente seja o pai, não posso afirmar isso) vive numa cadeira de rodas e de vez em quando o colocam na rua, pra 'ver o movimento'. Levando em cosideração que moro no interior e o movimento aqui não é lá essas coisas (tks, gódi), o velhinho finalmente teve uma idéia meio que eureca. Seguindo a suposição de que ele teve uma melhora súbita do que sofria (antes ficava quietinho, olhando as folhas caírem das árvores e os carros passando aqui e ali), arrumaram pra ele uma faquinha de passar manteiga no pão, saqualé? Uma pequenina faca, que ele, gênio, amarrou na ponta de um cabo de vassouras. Agora ele não vê mais folhinhas caindo no chão ao sabor do vento, nem carros passando: ele fica raspando os vãos dos ladrilhos da calçada, sentadão na cadeira de rodas. Sim, caros leitores. Isso mesmo que você leu: não sei o que ele vê de errado nas junções dos ladrilhos, mas é o que ele faz. Começa bem de manhãzinha (assim que meus calpsitas cantam, incrível) e o réc réc réc réc réc perdura o dia tooooooooodinho.

OK, quando vi o homem fazendo a árdua tarefa e prestando atenção aos detalhes de sua engenhoca, achei bonitinho até, ele estar ocupando a mente e gastando as energias. O barulho da faquinha passando no chão é irritante, mas o pobre velhinho, tadinho, estava atarefado e distraído ao invés de agonizar a doença qualquer que tenha numa cama. Até sorri quando o vi 'trabalhando' a primeira vez. Hoje, um cacetilhão de dias depois, onde sou acordada com a cantoria dos meus tão lindos e irracionais calospitas que são meigamente jogados nos fundos de casa, meticulosamente bem longe do meu quarto, a ponto de eu não escutar nem um pio, tem também E ainda o maldito réc réc réc réc que não me deixa dormir mais, daquele véio, meu vizinho, que não tem nada mais o que fazer na vida, do que ficar passando aquela porra daquela faquinha nas porras dos vãos da calçada durante SEMANAS, em frente à janela do meu intocado quarto. Juro que já quase mandei enfiar a faquinha (que já está pra lá de afiada numa hora dessas) no meio da bunda e ir jogar bingo, que é lugar de véio caquético. Mas minha boa educação acaba imperando, algumas batidas de cabeça na parede depois, e venho pra sala, ver TV, que é o jeito. E em volume alto, que é pra não escutar nenhum réc réc desgraçado. Putes que parolas, viu.

...

*resolvi ver qual foi o último desse tipo de post que eu tinha feito. Foi em 2005. O tempo passa MESMO.

 
09 janeiro, 2007

ando com o sono estranho, em prestações. isso tá me deixando louca. posso dormir hoje às oito da noite e ir até a manhã do outro dia, assim como posso ficar vidrada até as seis da manhã, sem pestanejar, como também posso dormir das quatro às cinco da madrugada e o sono ir pro bebeléu. podia ser a vida péssima, mas nem é. desopilei nas festas de fim de ano, amigos fazem bem. mas o sono anda desregulado e eu não acho o botão de regular.

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as meninas foram pra praia com os avós e estou com muitas saudades.
mas muitas mesmo.
tipo demais da conta.
rafa me liga todo dia, manda mensagens no celular, e ontem eu fiz uma coisa que eu não devia fazer: pedi pra ela voltar que eu tava agonizando de solidão.
lógico que ela ficou mal.
lógico que falei que era exagero, que tou bem, que besteira que acabei de falar.
lógico que era tarde demais.
precisei falar com a avó que era 'mentira', porque ela já tava arrumando a mala.
hoje, na insônia, pensei: vou eu pra lá! que burra! porque não pensou nisso antes, anta?
daí lembrei: ahhhh é. no money. no venture. shit.
viver migalhando é phoda, ó.

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terminei de ler Marley. [resenha e primeiro capítulo]

Vou reformular isso direito: consegui finalmente terminar Marley.
Eram crises de choro copiosos, onde eu fechava o livro e não queria continuar. Não, não. O livro é ótimo. Marley ensina através do seus feitos e da ótica de seu dono, o autor, um bando de coisa que a gente não consegue enxergar, sabe? Ele é completamente malcomportado e ... e.... especial. Até os últimos capítulos, o livro é hilário. Depois, emociona. Confesso que tive momentos de raiva também, onde eu questionava as atitudes tomadas pelos donos de Marley já na sua velhice, que eu jamais tomaria. Mas isso é um ponto de vista, e não influi em nada na minha opinião geral: leia, principalmente se você gosta de cachorros. Parece chover no molhado falar isso, mas ter um cachorro e ler Marley é essencial. Te juro que hoje vejo a Cher (minha vira-lata) com outros olhos e sei lá de que forma, ela também me vê diferente.


ó ele, o marley
 
05 janeiro, 2007

as mesmas pessoas do natal se reuniram de novo para o ano-novo: virada e tardezinha do dia primeiro. daí, como passei muito mal no dia de natal por ter bebido todas, enganei com um tulipinha de cerveja de bicada em bicada. estiquei uns trocados para irem comprar coca-cola, que eu não tava mesmo a fim de beber. foram e trouxeram umas seis: além de mim, alguém mais colaborou na vaca pro refri, que acabaram muito rápido. de duas uma: ou bebemos realmente demais, ou estamos envelhecendo e não aguentando a onda. fico com a opção 1.

...

- qualquer dia desses vamos encontrar um senhor na rua, de capa, chapéu e uma trouxinha nas costas, chorando.
- quem?
- o diabo. vai ser expulso do inferno.
- e ele ainda vai dizer: o sadam me bateu!

...

- você não tava querendo escrever um livro? taí o título!
- qual?
- Dossiê Acre. Ou Conspirações Acre.
- Boa, muito boa.
- Você é louco o suficiente pra isso.
- Ué! Mas você já viu algum acreano?
- Não.
- Já ouviu falar em algum acreano?
- Não.
- Sabe alguma coisa sobre o Acre?
- Não. Mas naquela minissérie da Globo vai passar.
- Que minissérie?
- A tal Amazônia.
- É mentira. O Acre não existe.

...

- O Acre existe, viu, Rafa?
- Eu sei. Ele que é louco.
- Ah bom! que alívio.

...

- Acabei de ver na internet. O Enéas é acreano.
- Que Enéas? O Enéas?
- É, o político.
- E o Enéas lá existe? É humano aquilo? No mínimo, ele é uma fórmula mal desenvolvida pelos extraterrestres ao invadirem aquele planalto, na tentativa de ocupá-lo. Vocês estão sendo todos enganados. Só eu sei da verdade.
- Hahahahaha.